• Fabrício Proença

O vilão da camada de ozônio

Atualizado: 28 de Nov de 2020

Os clorofluorcarbonos (CFCs) são compostos orgânicos voláteis, que foram amplamente empregados como propelentes em latas de spray de aerossóis ou como gases para condicionadores de ar e refrigeradores.

Por serem substâncias estáveis e inertes, tendem a permanecer no ambiente por muito tempo depois de borrifados ou liberados.


Reação com o ozônio

O problema é que esses gases, ao atingirem camadas mais elevadas da atmosfera, começam a reagir com o ozônio (O3), destruindo-o. Isso faz com que a camada que normalmente nos protege contra a incidência agressiva dos raios ultravioletas se torne mais fraca, deixando o planeta mais vulnerável aos raios solares.

Graças ao uso contínuo de CFC durante a década de 70, abriu-se um extenso "buraco" na camada de ozônio sobre a Antártida.

Além disso, os CFCs também possuem a propriedade de absorver radiação infravermelha, ou seja, o calor proveniente da superfície terrestre. Portanto, assim como o dióxido de carbono (CO2) os CFCs também contribuem para aumentar o efeito estufa e, consequentemente, o aquecimento global.

Estima-se que 15% do efeito estufa agravado por atividades humanas seja decorrente do CFC.

Apesar dos CFCs já terem tido sua produção e comercialização praticamente banida da face da Terra graças ao Protocolo de Montreal, ainda demorará muito tempo, talvez mais de um século, para que os compostos já lançados e soltos diminuam efetivamente sua concentração atmosférica.


Por Fabrício Proença

Biólogo e professor de Ciências


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