• Fabrício Proença

Como se formam as tsunamis

Elas surgem repentinamente, causando um rastro de pavor e destruição por onde passam. Conheça mais sobre as origens e consequências dessas ondas gigantescas.

Em 26 de dezembro de 2004, um terremoto de 9,3 graus na escala Richter sacudiu o leito do Oceano Índico, próximo da costa oeste da ilha de Sumatra, na Indonésia. O sismo, batizado de terremoto de Sumatra-Andaman, provocou uma das maiores e mais devastadoras tsunamis já registradas, ceifando a vida de 220 mil pessoas e deixando 1,5 milhão de desabrigados em 13 países.


No ano de 2011, outro forte terremoto atingiu a costa leste do Japão, também desencadeando tsunamis que invadiram 10 km terra adentro, deixando um rastro de mais de 13 mil mortos e extensa destruição.


Origem geológica

Como se pode ver, tsunamis são eventos que promovem catástrofes naturais poderosas. Seu nome significa “onda de porto” em japonês.

Elas normalmente surgem quando um terremoto no leito oceânico - que também pode ser chamado de maremoto - provoca o deslocamento de uma enorme massa de água que invade os continentes adentro.

Os tsunamis que causaram estragos recentemente foram todos gerados a partir de terremotos submarinos em zonas de subducção, ou seja, regiões de convergência entre placas tectônicas onde uma placa desliza sob a outra. No entanto, nem sempre essa é a causa dessas grandes ondas.

Vulcões, desabamentos de terra ou impactos de meteoros também podem causar esse fenômeno.

Tsunamis não são ondas comuns

Diferente das ondas que vemos normalmente nas praias, os tsunamis são ondas com maior comprimento de onda, ou seja, distância entre uma crista e outra. Por esse motivo, navios em alto mar não conseguem percebê-las claramente quando estas passam por debaixo deles.

À medida que se aproximam da costa em grande velocidade (cerca de 80 km/h), seu comprimento de onda diminui consideravelmente enquanto a altura das cristas aumenta, tornando o tsunami visível e ameaçador.

Como prever

Infelizmente, tal fenômeno ainda é imprevisível e, apesar da maior incidência no Pacífico, ele pode ocorrer também em regiões banhadas por outros oceanos. O que se espera das autoridades é que invistam em pessoal e equipamentos de sondagem do comportamento do solo oceânico a fim de emitir alertas capazes de poupar o máximo possível de vidas.


Por Fabrício Proença

Biólogo e professor de Ciências


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