• Fabrício Proença

O espinossauro como você nunca imaginou

Atualizado: 17 de Dez de 2020

O Spinosaurus aegyptiacus era o maior de todos os dinossauros carnívoros. Seu comprimento total era de 15 metros, com um focinho alongado semelhante ao de um crocodilo, enormes dentes e garras, cauda longa e uma vela de dois metros de altura nas costas.

Os primeiros fósseis do animal foram encontrados há 100 anos atrás no Egito e posteriormente levados ao Museu de Munique, na Alemanha. No entanto, um bombardeio na Segunda Guerra Mundial destruiu o prédio onde os restos do animal ficavam expostos, apagando as evidências de sua existência.


Tudo que sobrou foram ilustrações do esqueleto, que serviram de base para os estudos dos paleontólogos.


Novos achados

Recentemente, a descoberta de um novo fóssil do dinossauro trouxe à tona algumas informações incríveis sobre sua anatomia e seus hábitos de vida.

Os achados confirmaram que, além dele ser o maior dinossauro carnívoro, era também o único semi-aquático.

Vale ressaltar que outros répteis pré-históricos, como os ictiossauros, plesiossauros e mosassauros, também viviam na água, mas não pertenciam a linhagem dos dinossauros, o que explica essa exclusividade do espinossauro.


Nizar Ibrahim e Paul Sereno, da Universidade de Chicago, encontraram o esqueleto no Marrocos e publicaram sua descrição na Revista Science.


De acordo com a descoberta, o espinossauro tinha uma característica bastante peculiar, suas patas traseiras eram curtas, fortes e desproporcionais ao resto do corpo, indicando que seu andar era quadrúpede e não bípede como a maioria dos dinos carnívoros.

Provavelmente, as pernas curtas facilitavam seu deslocamento na água, ajudando-o na propulsão e nado. Talvez ele nadasse como um pato com rabo de jacaré.

Além disso, seu focinho comprido tinha narinas no alto, como os crocodilos. Essa característica é típica de animais que ficam submersos e precisam subir a superfície de tempos em tempos para buscar mais ar para seus pulmões. Outro aspecto similar aos crocodilos eram os furos na ponta do focinho que atuam como sensores de movimento na água.

A grande vela nas costas, formada pelos prolongamentos das vértebras, devia ser usada como sinalização e para atrair parceiros sexuais.

Rio de gigantes

Esses incríveis dinossauros viveram no período cretáceo, há cerca de 100 milhões de anos atrás. A região que habitavam é conhecida entre os paleontólogos como “o rio de gigantes”, um curso d’água que se estendia do Marrocos ao Egito, onde diversos esqueletos de dinos carnívoros gigantes já foram desenterrados.


Os cientistas acreditam que os espinossauros se alimentavam de tubarões, peixes graúdos e outros animais aquáticos que espreitavam às margens de rios e lagos, competindo com crocodilos e outros répteis aquáticos por presas.


Por Fabrício Proença

Biólogo e professor de Ciências


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