• Fabrício Proença

Evidências de evolução

Atualizado: 24 de Nov de 2020

Existem diversas pistas que o mundo natural nos oferece para analisarmos e admirarmos as relações de parentesco evolutivo entre as espécies de seres vivos.

Darwin e outros cientistas se basearam justamente nessas evidências para entenderem os mecanismos do processo evolutivo. E elas são numerosas e estão disponíveis para olhos e mentes preparadas.


Analisando o DNA

Nos dias de hoje, exames de DNA ajudam pessoas a identificarem seus parentes com quase 100% de certeza. Isso porque os genes seguem uma trajetória descendente ao longo das gerações, sendo copiados e transferidos de um indivíduo para outro. As diferenças existentes, portanto, serão mínimas entre gerações próximas e serão enormes entre gerações distantes.

Testes de DNA são feitos também para analisar o grau de "parentesco" ou de proximidade genética entre espécies diversas.

O interessante é que existem espécies “irmãs” como os chimpanzés e nós, os humanos. Nossas diferenças genéticas são mínimas. Já a diferença existente entre nós e os babuínos é um pouco maior. Entre nós e as sardinhas é enorme.


No entanto, uma coisa fica bem evidente: humanos, chimpanzés, babuínos e sardinhas compartilham informações genéticas que comprovam - da mesma forma que os testes de paternidade - que todos nós somos descendentes de um ancestral comum primitivo. Alguns mais próximos na família e outros mais distantes.

E esse parentesco pode se estender para outros animais, plantas, fungos, protozoários e bactérias, uma vez que nossos códigos genéticos sempre possuem algum grau de informações idênticas em comum.

A biologia molecular, portanto, é a ferramenta poderosa que comprova tudo isso.


Semelhanças morfológicas

Um olhar atento para a anatomia dos seres vivos também revela similaridades, como coluna vertebral, olhos, fígado, rins etc. Todas as características herdadas de um mesmo ancestral, que de tão antigo nem existe mais.


Registro fóssil

Os ancestrais extintos podem ter deixado uma recordação, ou melhor dizendo, uma parte de seu corpo (como um osso fossilizado), uma pegada ou qualquer outra marca de sua existência em um estrato de rocha antigo.

Fósseis são os restos ou vestígios de organismos de outras eras geológicas que ficaram impressos e preservados em camadas de rocha sedimentar.

Encontrá-los é um grande desafio. E para isso, existem os paleontólogos, cientistas capazes de ler o álbum de recordações da vida em camadas empoeiradas de rocha. Quanto mais profundas as camadas, mais antigas as “fotografias”, ou melhor, os fósseis. E como num belo álbum de fotos antigas, onde ninguém está narrando quem é quem, podemos identificar semelhanças e diferenças entre tataravôs, avôs e bisnetos, propondo relações de parentesco entre os indivíduos.


O problema é que muitas fotos estão apagadas ou sumiram, o que dificulta, mas não impossibilita esse trabalho. Mas será que as sardinhas são mesmo descendentes do nosso mesmo “tataravô” primitivo.


Embriologia comparada

A observação do desenvolvimento embrionário dos seres vivos, também traz mais evidências. Sardinhas e humanos, por exemplo, são muito parecidos em estágios iniciais de sua formação. Fendas branquiais que dão origem as brânquias naqueles simpáticos peixes já existiram em nós, enquanto éramos fetos. No entanto, essas fendas deram origem ao nosso ouvido interno.

As evidências embriológicas mostram que herdamos uma mesma característica, mas que fizemos usos diferentes dela.

Outras evidências como órgãos vestigiais (ossos pélvicos em jiboias e o apêndice cecal em humanos, por exemplo) e a presença dos mesmos mecanismos metabólicos em todas as células se reúnem para validar e reforçar ainda mais a ideia de que nós e todas as formas de vida que existiram, existem e existirão na Terra estamos unidos por laços genéticos e evolutivos.


Por Fabrício Proença

Biólogo e professor de Ciências


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