• Fabrício Proença

O que é biodiversidade?

Atualizado: 26 de Nov de 2020

Segundo o Artigo 2 da Convenção sobre Diversidade Biológica, biodiversidade é: “a variabilidade de organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte..."

O termo biodiversidade ou diversidade biológica indica a multiplicidade de espécies de seres vivos que existiram, existem ou poderão existir em qualquer local que ofereça condições para a vida.


É um conceito dinâmico com aplicação nas escalas biológica, espacial e temporal. Por exemplo, um cientista que analisa os fósseis de espécies de répteis do período Cretáceo num estrato de rochas presente na Argentina está definindo um subconjunto específico onde as escalas biológica (répteis), espacial (Argentina) e temporal (Cretáceo) estão sendo consideradas.

O conceito é tão elástico que pode ser usado para definir todas as formas de vida da Terra ou para se referir a fauna e flora de uma floresta tropical ou a comunidade microbiana de uma poça d'água, por exemplo.

Mudanças e adaptações

O que gera esse tamanho dinamismo no conceito é justamente o mecanismo evolutivo. As espécies, o tempo e o espaço não são imutáveis. O fluxo gênico é um rio caudaloso de genes que migram de geração em geração através de mecanismos autoreplicativos (a reprodução) que, apesar de eficientes, são falíveis em uma taxa que oferece variações fenotípicas suficientes para o crivo rigoroso da seleção natural.

Mutações e recombinações gênicas são os processos geradores de variabilidade por excelência.

No entanto, eles não estão sozinhos. O espaço físico muda constantemente ao longo das eras geológicas principalmente em um planeta cuja crosta fragmentada está assentada em um manto com correntezas de magma.


Dessa forma, temos mudanças constantes de cenário ao longo do tempo, mudanças estas que atuam como uma peneira de genes, onde os que expressam vantagens adaptativas continuam e os outros não.

Podemos esperar a possibilidade da existência de biodiversidade em outros corpos celestes.

Desde que esses cenários extraterrestres - como alguns satélites naturais de Júpiter e Saturno, planetas extrassolares ou até mesmo sob as calotas polares marcianas e as nuvens tórridas de Vênus - ofereçam condições para a vida.


Espécies e genes

Vale ressaltar que a unidade utilizada pela Ecologia para essa diversidade de vida é a espécie, mas também podemos identificar variedades dentro de uma mesma espécie, como as raças geográficas ou subespécies. Para a Genética, a variedade é definida pelos genes existentes nos seres vivos.


Como Darwin disse “à partir de um início muito simples, infinitas formas belas e maravilhosas evoluíram e continuam evoluindo”.


Por Fabrício Proença

Biólogo e professor de Ciências


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