• Fabrício Proença

Pele e radiação ultravioleta

A exposição aos raios ultravioleta pode gerar sérios problemas à saúde. Além de envelhecimento precoce, essa radiação pode promover danos na replicação do DNA das células da pele e causar câncer.


Nossa pele é uma barreira natural que, além de revestir, protege nosso corpo contra agentes exteriores como os raios ultravioleta do Sol. Para se proteger desses raios, a pele conta com os melanócitos, células presentes na camada basal da epiderme que produzem melanina, um pigmento protéico de cor acastanhada que consegue proteger a pele contra os raios UV.

Quando ficamos expostos ao sol, as células epiteliais da epiderme começam a ser lesionadas e morrem.

Esses danos estimulam os melanócitos a produzir mais melanina e a emitir prolongamentos citoplasmáticos que se espalham até essas células epiteliais, conferindo maior proteção contra a radiação. É por isso que, quando passamos alguns dias na praia, depois daquela vermelhidão típica ficamos mais bronzeados.


Tipos de radiação UV

Apesar dessa proteção natural da pele, não devemos abusar da exposição ao sol, pois a radiação ultravioleta constitui uma ameaça real e invisível.

Existem três tipos de raios ultravioleta, classificados de acordo com seu comprimento de onda: UVA, UVB e UVC.

O UVC, mais perigoso de todos, é quase que totalmente absorvido pela camada de ozônio, não nos atingindo aqui na superfície da Terra. O UVA, por sua vez, é o menos potente e chega até o solo em boa quantidade. A exposição prolongada a ele pode fragilizar a pele e torná-la mais suscetível ao câncer. No entanto, o problema maior está na radiação UVB, aquela que realmente deixa a pele dos banhistas vermelha depois de um dia na praia.


Afinamento da camada de ozônio

A destruição na camada de ozônio, que normalmente consegue barrar grande parcela de UVB, está deixando o planeta mais vulnerável à incidência desses raios e tornando as férias na praia uma atividade de significativo risco para a saúde.

Os raios UVB podem promover queimaduras sérias e são os responsáveis pelo aumento na incidência de câncer de pele.

Para se proteger adequadamente dessa ameaça, deve-se evitar a exposição no horário em que o sol está mais forte (entre dez da manhã e três da tarde) e usar chapéus, óculos escuros e protetores solares.


Por Fabrício Proença

Biólogo e professor de Ciências


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