• Fabrício Proença

Por que enfeitamos árvores no Natal?

Todos os anos, quando chega dezembro, é comum enfeitarmos a casa com motivos natalinos e o mais importante e icônico deles é uma árvore.

Normalmente escolhemos um pinheiro, que montamos no meio da sala - ou em outro lugar de destaque - e o adornamos com bolas, estrelas, laços e luzes piscantes, deixando os presentes ao seu pé. Mas desde quando e porque o pinheiro figura como peça central em nossas celebrações?


Essa história é antiga. Entre os romanos, por exemplo, era comum a festa da saturnália em homenagem a Saturno, o deus da agricultura. Nessas comemorações de inverno, as pessoas enfeitavam suas casas com pinheiros.


Segundo historiadores, antes de ser adotado pelo cristianismo, o ritual de enfeitar árvores esteve presente nas mais diversas culturas e religiões pagãs como símbolo de fertilidade e fartura.

As árvores representam o elo entre o céu e a Terra, por causa das raízes firmemente ligadas ao solo e do tronco apontando para o alto.

Somente no século XVI, o hábito passou a ser comum entre os cristãos, principalmente no extremo norte da Europa, região dominada por pinheiros, árvores que resistem bravamente aos rigores do inverno boreal. Os pinheiros eram montados principalmente em 24 de dezembro, dia dedicado ao mito de Adão e Eva, simbolizando a árvore do paraíso repleta de frutos.


O ritual, então, foi se tornando cada vez mais comum e acabou se espalhando para os países vizinhos. Hoje, o costume se tornou universal.


Por Fabrício Proença

Biólogo e professor de Ciências


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