• Fabrício Proença

A fuga da lagartixa

Atualizado: 22 de Nov de 2020

A lagartixa da espécie Hemidactylus mabouia, encontrada em todas as Américas e comum em nossos lares, possui uma estratégia surpreendente de fuga.

Da mesma forma que outros lagartos, a lagartixa é capaz de promover o que se chama autotomia caudal, ou seja, ela solta voluntariamente o próprio rabo. Quando abordada por algum predador, a lagartixa destaca a cauda, deixando-a para trás enquanto foge.

A cauda desprendida fica se contorcendo, ainda em resposta a estímulos nervosos locais, o que acaba distraindo temporariamente o predador. Uma deixa perfeita para escapar o quanto antes.

Você deve estar se perguntando como essa automutilação acontece. Bom, o fato é que alguns músculos do rabo da lagartixa se contraem em pontos específicos, onde os ligamentos entre as vértebras são mais frouxos. Isso força uma fratura que acaba por desprender o membro, que cai deixando o predador com uma baita interrogação na cabeça. Como vasos sanguíneos e nervos são desconectados na hora, ocorre pouco sangramento e dor.

Esse tipo de defesa – que também pode ser observado em outros animais como insetos e crustáceos – parece radical, mas é uma solução eficiente contra os predadores.

Regenerando a cauda perdida

Graças à capacidade de regeneração, algum tempo depois de ter perdido a cauda, o pequeno réptil desenvolve outra, não do mesmo tamanho que a original, mas capaz de manter o seu equilíbrio. Essa nova cauda cresce sem ossos, mas regenera-se sobre uma estrutura cartilaginosa, podendo ser desprendida novamente caso haja necessidade.


Por Fabrício Proença

Biólogo e professor de ciências


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